Viva a sua essência e seja uma pessoa sem máscaras

Viva a sua essência. Seja uma pessoa real, inteira, sem máscaras. Procure ser a sua melhor versão, mesmo na “selva” dos escritórios. Como bem canta Pitty: “o importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja você.”.

Sim, selva! Claro que há muitos ambientes corporativos cujos climas organizacionais são excelentes e cooperativos, mas, por essência, o mundo corporativo é um ambiente hostil. Há desrespeitos, preconceitos, piadas sem graça, “panelinhas”, ignorâncias de chefes, assédios de todos os tipos, que são verdadeiros destruidores de engajamento, desempenho, produtividade, autoestima, criatividade, cooperação e, principalmente, saúde (física, mental e emocional).

Nesses ambientes tóxicos, inúmeras pessoas usam máscaras o tempo inteiro. Às vezes, diversas máscaras a serviço, “apenas”, das suas ambições (ou ganâncias) e sobrevivência. A fauna corporativa está repleta de lobos em pele de cordeiro! Por isso, há muito tempo, tenho dois mantras que me guiam: ‘não devemos confundir as relações das 8hs às 18hs com as relações das 18hs às 8hs’ e ‘colega não é amigo ou amiga’.

Ao longo de mais de três décadas de uma carreira bem-sucedida, construí excelentes relações no trabalho que extrapolaram para a vida pessoal, algumas mantidas até hoje com estimas recíprocas, mas isso não significa que são pessoas com as quais possa contar em todas as situações. Obviamente, algumas amizades verdadeiras são construídas, a partir do ambiente de trabalho, mas, estatisticamente, são raras. Pense em suas cinco melhores (verdadeiras) amizades, dificilmente, entre elas, estará um colega ou uma colega do seu trabalho, salvo raríssimas exceções.

Ascender no mundo corporativo me fez mais “cascudo” e exigente e, ao mesmo tempo, mas tolerante e empático, por mais paradoxal que possa parecer. Como? Estando aberto a outras verdades e agindo com ética, integridade, respeito e autenticidade. Ressalto: autenticidade, não ingenuidade! Procuro tratar as questões que me incomodam com profissionalismo, verdade e assertividade. No início da carreira, confesso que fui bem impulsivo, mas é a velha história: “vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”. Continuo aprendendo, bem como negando-me a fazer parte do lado negro da força. Isso só tem me fortalecido como pessoa e profissional. Cresci ouvindo que “o segredo é a alma do negócio”, mas quando me entendi por gente, descobri que, na verdade, “a alma é o segredo do negócio”. E essa alma precisa ser luz, contribuindo para fazer do mundo – inclusive o corporativo – um lugar melhor para todos. Por isso, independentemente da sua posição hierárquica na organização, mesmo que seja estranho, seja você e seja luz, iluminando os caminhos por onde você passa. É possível… e preciso!