Não tem um propósito? Tudo bem!

Você não precisa ter um propósito para ser feliz. Cuidado com a Propositite*!

Tenho percebido muitas pessoas frustradas e infelizes por ainda não terem descoberto o seu propósito profissional ou de vida. O detalhe é que, talvez, nunca descubram… e tudo bem!

O fato de não descobrir o porquê de ter nascido, não faz a pessoa menor, sem vocação e condenada a não ser feliz no trabalho e na vida. A busca da felicidade é um direito, não uma recompensa por conseguirmos viver um propósito.

Assim, como em muitos casos, a determinação e o foco superam o talento, também é comum que superem a falta de propósito e, melhor, deem sentido – como direção e significado – à nossa vocação ou ao que fazemos. Metas (como a materialização de sonhos, desejos ou objetivos) podem mobilizar tanto quanto o propósito.

Deixo claro que não tenho nada contra o propósito. Inclusive, hoje, tenho o meu muito claro. Sou contra a “ditadura do propósito”, que em nada ajuda o desempenho e a realização profissional, bem como é um veneno para a saúde mental.

Se você ainda não descobriu o seu, sugiro que procure dar significado ao resultado das coisas que você faz, mesmo que, em tese, elas não tenham. Afinal, você não precisa se esgotar em busca de um propósito que pode nunca ser descoberto. Vale a pena tentar!

Como efeito colateral desse exercício, você pode, por acaso, acabar descobrindo o seu porquê, como eu descobri o meu, bem depois dos 40 anos e com a carreira já consolidada. Confesso que, na prática, nada mudou, após ter descoberto o meu propósito profissional, pois continuei fazendo o que faço com a mesma vontade, zelo e paixão de antes. Mas cuidado: se não houver efeito colateral e o porquê não brotar, vida que segue e foco nas metas, sem estresse.

Onde há uma vontade, há um caminho. Pense nisso!

Seguimos…

(*) Moléstia hipotética desnecessária que gera um vazio que inflama a alma e pode desencadear uma crise de burnout.