Destacar-se na multidão como uma empresa de vanguarda com produtos e serviços inovadores, ser um manancial de novas ideias, ter colaboradores extremamente criativo e visionário. Coisas de grandes conglomerados que podem contratar e manter gênios criativos ou de startups de tecnologia, certo? Errado! Nem só de gênios e altos investimentos vivem as empresas inovadoras.

Qualquer empresa, independentemente do seu tamanho e segmento de mercado, pode ser inovadora e cultivar a criatividade dos seus colaboradores, destacando-se das demais e recriando os seus diferenciais competitivos. E, importantíssimo, todas as pessoas possuem potenciais criativos que podem ser desenvolvidos. Para começar, temos de ter a consciência que a criatividade não existe, apenas, em grandes feitos que sejam manchetes e entram para a história da humanidade. Geralmente, ela é encontrada em coisas simples do dia a dia, como a eliminação de um processo obsoleto na empresa ou a realização das tarefas de uma maneira diferente e mais eficaz.

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É imperativo treinar as pessoas para que desenvolvam novas ideias sistematicamente e que os modelos de gestão reservem espaços para que haja um ambiente favorável à criatividade e à inovação nas organizações.

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Não é incomum encontrarmos empresas que no seu início foram bastante criativas e inovadoras e com o passar dos anos, enquanto tornavam-se bem-sucedidas, criaram mecanismos de controle e sistemas que acabaram a com criatividade, eliminando as inovações. Essas empresas afastaram-se das suas raízes empresariais, aumentando os seus custos para continuarem competitivas, já que não contam mais com uma cultura de inovação. Pior, tentam incentivar a criatividade dos seus colaboradores oferecendo prêmios em dinheiro para quem “inventar” alguma coisa diferente, sem criar uma cultura e um ambiente com estímulos adequados ao desenvolvimento da criatividade e da inovação.

Vários estudos recentes, como o realizado pela Harvard Business School, concluíram que não dá mais para os gestores contarem com os lampejos de criatividade dos seus colaboradores. É imperativo treinar as pessoas para que desenvolvam novas ideias sistematicamente e que os modelos de gestão reservem espaços para que haja um ambiente favorável à criatividade e à inovação nas organizações.

Como se tornar (ou voltar a ser) uma empresa inovadora?

Primeiramente, o que as empresas precisam fazer é incentivar o uso do potencial criativo de seus colaboradores. Aceitar que não há só uma resposta certa e única para um determinado problema. Outro ponto importante é entender que, muitas vezes, a solução não está na melhor prática, mas em uma prática diferente. As empresas devem criar a cultura da inovação de dentro para fora, desenvolvendo o hábito em seus colaboradores de tentarem coisas novas. Só conseguimos ensinar criatividade praticando-a. O desafio maior é mudar a maneira de agir das pessoas e não o modo como pensam. A palavra mágica é ação. É preciso dar vida às ideias. Agir se faz necessário, não adianta nada ficar só no universo das ideias, das teorias, como muitas pessoas vivem.

Há um provérbio chinês que diz: “o que ouço, esqueço; o que vejo, lembro; o que faço, aprendo”. Portanto, partamos para a ação, pois uma ideia por mais criativa que seja, não sendo colocada em prática, não existe.

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As empresas que queiram se destacar no futuro terão que contar com pessoas criativas, inovadoras e competitivas que façam a diferença, realmente.

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A implementação de uma ideia criativa com resultados úteis chama-se inovação. É importante lembrar que criatividade por criatividade não funciona, nem interessa. A criatividade na empresa tem que gerar resultados, ser solução para problemas, gerar ideias que transformadas tornem-se realidades geradoras de receitas, diminuindo custos ou aumentando o faturamento. As empresas que criam condições para que os seus colaboradores realizem e implementem ideias são as empresas que mantêm a competitividade com menores custos, além de criarem melhores condições para desenvolverem-se. As empresas que queiram se destacar no futuro terão que contar com pessoas criativas, inovadoras e competitivas que façam a diferença, realmente. Para se desenvolver e manter um quadro como este é necessário muito trabalho. Afinal de contas, nem só de intuição e feeling vive a criatividade.

As 3 áreas-chave

A criatividade acontece em três áreas: no processo, na pessoa e no produto. O componente processo é o mais corriqueiro no mundo empresarial e corporativo. É o melhorar o que se faz. No componente produto existem dois caminhos a seguir: criar um produto novo ou melhorar o produto que já existe. Em relação às pessoas muitas coisas estão envolvidas, como mudanças de atitudes, de hábitos, de modelos mentais, a necessidade de se quebrar paradigmas e construir novas alternativas. Portanto, para se criar um ambiente inovador deve-se incentivar (ou ensinar) as pessoas a desenvolverem os seus potenciais criativos. E, acredite: elas estão ávidas por isso.

Investir no desenvolvimento do potencial criativo das pessoas é o primeiro passo e a chave para se transformar em uma empresa criativa e inovadora. Para isso, é necessário treinamento, mas, sobretudo, cuidado ao escolher programas na área de criatividade. Muitos cursos são exclusivamente badalações e “auês”, com brincadeiras, dinâmicas e jogos que agem somente em uma fase, a do desbloqueio das ideias, não passando disso, sem muitos resultados práticos. Um programa de treinamento completo de criatividade compreende as fases de desbloqueio das ideias, processos criativos, mensuração dos resultados e inovação. Bem, existe um caminho para cultivar a criatividade e a inovação nas organizações. É só querer fazer acontecer e agir. Boa Sorte!

Por Albírio Gonçalves*

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(*) Albírio Gonçalves é consultor empresarial, educador corporativo, palestrante, mentor, coach, autor e referência em desenvolvimento de líderes, gestores, times/profissionais de alta performance e equipes de vendas, bem como na profissionalização da gestão e qualificação de sucessores e herdeiros de empresas e grupos empresariais familiares.

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